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Conheça a história por trás do rótulo

Villa Matilde

Villa Matilde / Itália

Protagonista na revalorização das uvas Aglianico, Fiano, Falanghina e Greco, esta vinícola do sul da Itália, comandada pelos irmãos Salvatore e Ida Maria Avallone, é uma das artífices do renascimento do terroir da Campânia, berço do milenar Falerno del Massico

Situada na parte inferior da canela da “bota italiana”, na costa do Mar Tirreno, onde forma três golfos importantes – o de Nápoles (com as ilhas de Ischia e Capri), Salerno e Policastri –, a Campânia foi num passado longínquo uma pródiga região vinícola. Principal produtora de vinhos do Império Romano, há cerca de 3 000 anos, as cercanias da extinta cidade de Pompéia eram consideradas a “Bordeaux Italiana”.

Ali se cultivavam os melhores vinhedos do país, como os das uvas Surrentinum e Falernum, esta última famosa pelo Opimiano, da safra de 121 a.C., o vinho mais célebre da antiguidade e da corte dos césares. Devastada pelo vulcão Vesúvio no ano 79 d.C. e, a seguir, pela filoxera, no final do século XIX, este local histórico só conseguiu reverter o seu declínio dentro do cenário vinícola italiano nos anos 60.

Foi nesse período, bem no início da década, que o advogado Francesco Paolo Avallone, estudioso e apaixonado por vinhos antigos, resolveu fundar a Fattoria Villa Matilde, uma das protagonistas da redescoberta e valorização das uvas regionais Aglianico, Fiano, Falanghina e Greco di Tufo e artífice do renascimento do lendário Falerno del Massico. Hoje sob o comando dos filhos Salvatore e Ida Maria, a combinação entre tradição e pesquisa científica, inovação tecnológica e a busca pela qualidade, o respeito ao terroir e ao meio ambiente continuam a pautar a base de sustentação enológica desta vinícola familiar.

Com 130 hectares próprios cultivados pelo sistema de espaldeira (cordão simples), os vinhedos da Fattoria Matilde priorizam a alta densidade e a baixa produtividade (de 5 a 7 mil plantas por hectare e menos de 1,5kg por planta). Contribuem ainda para o sucesso de seus vinhos as privilegiadas condições naturais de seu terroir: a boa exposição ao sol, invernos moderados e verões não muito quentes, clima temperado com chuvas concentradas no outono e inverno, além de solos vulcânicoos permeáveis e profundos, que concedem a seus rótulos um toque de mineralidade e elegância.

O trabalho pioneiro da família Avallone já identificou e resgatou muitas das variedades que deram origem aos vinhos mais antigos já produzidos na Itália e no mundo, caso da Aglianico, casta de grande valor na região. Também denominada Vitis Helenica, esta uva proveniente da Grécia é considerada a mais antiga do país. De grande força tânica e coloração escura, é uma casta de maturação tardia e que se não for bem trabalhada gera vinhos rústicos, de taninos duros. Porém, quando bem moldada origina vinhos de grande personalidade, robustez e potencial de guarda, como o complexo e elegante Taurasi Rosso D.O.C.G., tinto emblemático da vinícola. As vinhas da Villa Matilde ainda são dominadas pelas uvas brancas como a Falanghina, Fiano e a Greco. Estas dão origem a alguns vinhos bastante típicos, com aromas de frutas frescas (maçã verde, pêssego) e toques minerais, como o Greco di Tufo e o Fiano di Avellino.

Também fazem as honras no portfólio da Villa Matilde os tintos Camarato Falerno del Massico Rosso, Aglianico Campania, Cecubo Roccamonfina e Falerno del Massico Rosso, além dos brancos Caracci Falerno del Massico e Falerno del Massico Bianco e o vinho de sobremesa Eleusi Roccamonfina.

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