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Conheça a história por trás do rótulo

Lafken Garage Wine

Valle do Maipo / Chile

A bodega da família Besoain traduz, em vinhos orgânicos de pequena produção, a verdadeira expressão do terroir do Vale de Maipo.
Berço da primeira geração de tintos de qualidade que deu fama internacional ao Chile, o Vale de Maipo está delimitado pelos Andes a leste, pela Cordilheira da Costa a oeste, pelo Vale de Aconcagua ao norte e pelo Vale de Rapel, ao Sul. Muitas das vinícolas mais importantes do país estão nessa região. É o caso da Lafken Garage Wine, que fica na sub-região de Maipo Alto, setor mais próximo da Cordilheira. Esta jovem e promissora vinícola pertence à família Besoain, um clã formado de economistas, agricultores e amantes do vinho. Desde que os Besoain adquiriram sua propriedade naquele privilegiado ponto de Maipo, seus vinhedos destinavam-se à produção de uvas de alta qualidade e de vinhos de grande complexidade.

Desde o início a família reservou para si alguns pequenos lotes de vinhas, cultivadas organicamente, para a elaboração de vinhos para o próprio consumo e de seus amigos. Em 2005, Miguel Besoain, enólogo pós-graduado na Universidade da Borgonha, retornou da França para comandar o projeto da vinícola Lafken Garage Wine, obtendo resultados altamente positivos logo na primeira colheita. Em 2009, Miguel uniu-se estrategicamente a Jaime Muñoz, produtor e pródigo empresário do setor vitivinícola chileno, que passou a atuar de forma ativa no desenvolvimento da Lafken e na comercialização dos rótulos da bodega. Com isso, a dupla consolidou a produção de rótulos orgânicos de alta qualidade, vinificando exclusivamente uvas provenientes das vinhas que seguem essa filosofia.

Plantados em 1989, os vinhedos de San Lorenzo ocupam uma área 27 hectares no Vale do Maipo, no setor de Los Morros, a uma altitude de 650 metros. (Em tempo: o termo “lafken” provém do dialeto regional mapudungun e significa o lugar mais alto, daí a origem do nome da bodega). Ali são cultivadas as variedades Cabernet Sauvignon, Carménère, Syrah e Petit Verdot. Situados a 200 metros da margem sudeste do rio Maipo, os vinhedos recebem a brisa fresca que desce das montanhas, fator crucial para moderar as temperaturas da tarde. Com isso, há uma grande amplitude térmica, com temperaturas acima de 28°C ao meio-dia e entre 10°C a 12°C durante as noites de verão, favorecendo o ciclo vegetativo das videiras. O clima mediterrâneo, semi-árido, apresenta tempo estável e sol ininterrupto durante o amadurecimento das uvas, em especial na porção noroeste dos vinhedos. Além disso, toda a colheita é feita manualmente no melhor momento de maturação.
A Lafken também conta com outro grande trunfo na manga: o solo de Maipo Alto. Naquela região chilena, ele é composto de três camadas: a superficial, com textura franco-argilosa e excelente fertilidade; a média, formada de depósitos de argila, predominando limo e areia, pobre em material orgânico; e a camada mais profunda, de tipo basáltico, com presença de rochas muito antigas em estado de decomposição e mineralização, muito diferentemente das pedras redondas e angulares de grande solidez encontradas normalmente em outras partes do Vale de Maipo.

Com tal potencial, associado à sua experiência na Borgonha e na Alemanha, Miguel Besoain busca imprimir sua marca pessoal nos rótulos que elabora. Com controle de temperatura e equipamentos de ultima geração, seus vinhos são vinificados numa pequena adega, onde se mesclam técnicas tradicionais européias de maceração e uso de barricas de carvalho francês, em média por 18 meses. Cada uma das quatro variedades utilizadas – Cabernet Sauvignon, Carménère, Syrah e Petit Verdot – é tratada de forma independente e mesclada apenas no final do seu período de amadurecimento nas barricas, pouco antes do engarrafamento, que é realizado sem filtragem. Uma vez engarrafado, o vinho descansa por pelo menos seis meses antes de ser comercializado. O resultado: uma produção anual limitada a apenas 20.000 preciosas garrafas, com grande potencial de guarda.

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