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Conheça a história por trás do rótulo

Jean Luc Thunevin

Jean Luc Thunevin / França

O enfant terrible Jean-Luc Thunevin é um nome de grande expressão no mundo do vinho. Seu Château Valandraud ganhou fama planetária e inaugurou uma nova classificação – os “Vins de Garage” -, fazendo escola mundo afora

Produzidos em pequenas parcelas em vinícolas de tamanho igualmente minimalista, daí sua originalidade, alta qualidade e valor de mercado – os “Vins de Garage”, como a própria expressão sugere, surgiram no início dos anos 1990 a partir de um grupo de produtores de Saint-Émilion, contrários às rígidas classificações francesas. Entre os líderes “rebeldes” estava Jean-Luc Thunevin, considerado um dos principais criadores desse estilo de vinho. Ao inaugurar a “apelação vinhos de garagem”, Jean-Luc inspirou muitos outros produtores em Bordeaux e ao redor do mundo. Trabalhando em adegas próprias, esses pequenos produtores possuem vinhedos de baixo rendimento voltados à produção de frutos com maturidade máxima.

Depois de provar um Le Pin, cujas uvas provêm de um pequeno vinhedo do Pomerol, Jean-Luc iniciou em 1991, ao lado da mulher Murielle Andraud, o projeto de criar um vinho excepcional, com a primeira safra de seu Château Valandraud, protagonizando uma trajetória de sucesso arrasador. O nome deste vinho é uma aglutinação das iniciais do nome da propriedade Vallon de Fongaban com o sobrenome da esposa deste festejado produtor francês. Após o êxito de seu negócio como comerciante de vinhos em Saint-Émilion, Jean-Luc ambicionava ter a sua própria vinícola e os seus próprios vinhos. Em 1989, o casal adquiriu uma pequena parcela de pouco mais meio hectare, em um pequeno vale perto de Saint Émilion, entre Pavie-Macquin e La Clotte.

Pouco a pouco, outras parcelas foram compradas como as recém-anexadas áreas do Château Bellevue de Tayac, na comuna de Margaux, além do Le Clos du Beau Père e Sabines Domaine des Lalande, ambas no Pomerol. Hoje, o casal conta com 10 hectares de vinhedos, localizados em várias áreas da denominação Saint-Émilion. A diversidade de solos e variedades permite a produção vinhos de diferentes personalidades. Caso do Château Valandraud, Château Valandraud Casher, Virginie de Valandraud, Blanc de Valandraud N° 1 e N° 2 e do Château Bellevue de Tayac, dentre outros.

Cabe à Murielle Andraud supervisionar pessoalmente os vinhedos, incluindo uma série de cuidados, como a poda dupla e o desbaste de cada videira, além da colheita em verde para limitar o número de cachos na videira. Estes, por sua vez, são selecionados manualmente, privilegiando apenas os mais maduros. Uma vez trazida à adega, as uvas são classificadas uma vez mais, antes do processo de desengaço. Em seguida, o mosto é fermentado em tanques de aço inoxidável, madeira ou concreto. Tais cuidados de produção resultam a cada ano em vinhos complexos, de altíssima gama, sublinhando o padrão de excelência das safras que têm a assinatura de Jean-Luc Thunevin.

Esse é o caso do Château Bellevue de Tayac, um Bordeaux Premium produzido com as uvas Merlot, Cabernet Sauvignon e Petit Verdot . Aqui, a fermentação é realizada em tanques de aço inoxidável para as duas primeiras tintas e em barricas de carvalho para a Petit Verdot. No final, toda a bebida é transferida para barricas de carvalho francês de primeiro uso. O envelhecimento em madeira varia de acordo com a safra, entre 14 e 18 meses. A mistura final das diferentes parcelas é realizada após uma avaliação às cegas do casal Jean-Luc e Murielle e pelo enólogo francês Michel Rolland, que dá consultoria à vinícola.

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