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Conheça a história por trás do rótulo

Eirados

Eirados / Portugal

Com a tradição da família Rodrigues de Carvalho na produção de vinhos do Porto, a Eirados expressa toda a dedicação e fascínio da quinta geração da Quinta Santa Eufêmia pelo terroir do Douro.

Tradição centenária. Culto ao terroir. Vinhos do Porto de paladares exclusivos. Sobre esses conceitos está assentada a filosofia enológica da Quinta Santa Eufêmia, vinícola da região do Douro fundada em 1864 pelo patriarca Bernardo Rodrigues de Carvalho. Hoje, passado quase um século e meio dedicado à produção de vinhos do Porto, durante o qual todo o conhecimento sobre plantio, vinificação e envelhecimento passou de geração em geração, a marca Eirados retrata a grande tradição, dedicação e paixão deste produtor português em produzir vinhos fortificados de excelência.

A qualidade inconfundível desta mais nova geração de vinhos da Santa Eufêmia se explica pela ousadia da quinta geração da família em apresentar Portos de diferentes estilos e grande personalidade, retratando as características e nuances do terroir do Douro, considerada a primeira área vitivinícola legalmente demarcada no mundo e Patrimônio Mundial da humanidade. Do mesmo modo que todos os outros grandes vinhos clássicos e icônicos produzidos em outros países, o vinho do Porto deve suas características distintas a uma associação única de clima, solo, castas e tradição vinícola milenar. Em outras palavras: o terroir ímpar do Douro e os vinhos elaborados naquele ponto do nordeste de Portugal não podem ser reproduzidos em qualquer outro lugar do planeta.

Eirados – nome que batiza esta marca da Quinta Santa Eufêmia – é a expressão que determina a posição mais alta das vinhas, dentro dos limites permitidos pela legislação do Douro para a produção de Vinho do Porto, onde as uvas recebem maior exposição solar e ventilação natural. Ali, na acidentada zona montanhosa do Alto Douro, onde se faz vinho há pelo menos 2.000 anos, os vinhedos são cultivados no sistema de terraços. As uvas, principalmente de algumas variedades específicas como a Touriga Nacional, Touriga Francesa e Tinta Roriz, são plantadas nas encostas íngremes e rochosas que margeiam o rio Douro e seus afluentes. Muitas das vinhas mais antigas estão plantadas em socalcos estreitos apoiados por muros de pedra construídos à mão.

A Quinta de Santa Eufêmia está localizada no Concelho de Lamego, freguesia de Parada do Bispo, entre os povoados de Régua e Pinhão, os principais pólos de produção de vinho Porto em solo luso. Com cerca de 45 hectares de vinhedos próprios, com idade entre 15 e acima de 50 anos, é um dos mais antigos produtores da região. Quinta tipicamente duriense, possui dois marcos pombalinos referentes à primeira demarcação da região, realizada em 1756 pelo Marquês de Pombal. A notável qualidade de seus Portos é resultado de técnicas de produção centenárias preservadas de geração em geração e associadas a modernos processos de vinificação.

Ainda hoje a colheita é feita de forma manual, com os cachos cuidadosamente selecionados de acordo com o estado de maturação dos bagos (entre 13º e 14º de graduação alcoólica). Entre as cepas cultivadas, típicas daquela região, estão as brancas Malvasia fina, Moscatel Galego, Rabigato e Gouveio, e as tintas Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Tinta da Barca, Mourisco Tinto, Tinta Cão e Amarela de Tinta. O desengaço das uvas tem início em lagares de granito, utilizando a tradicional pisa a pé. A seguir, a fermentação ocorre parte nos lagares e, parte, em cubas de inox.

Durante este processo é realizada a maceração através da remontagem ou, em alguns casos, da pisa tradicional, visando a obter uma extração suave de cor e aromas existentes na película das uvas. Antes que se complete, a fermentação é interrompida com a adição de aguardente vínica. Este procedimento significa que a bebida irá reter a doçura natural da uva, potencializando seus aromas e tornando-a complexa e macia na boca, resultando no vinho fortificado propriamente dito.

Um dos aspectos mais fascinantes do vinho do Porto é a sua variedade de estilos, cada um com sabores característicos e únicos, desde o intenso frutado de um Reserva ou de Late Bottled Vintage à opulência e complexidade de um Tawny de 10 e 20 anos ou de um Vintage. No caso da Eirados, essa peculiaridade se origina tanto pelas características das cepas e cortes associados que compõem o DNA de cada vinho, quanto pelo tempo de estágio porque a bebida passa na madeira, seja em tonéis e pipas antigas de balseiro ou de madeira portuguesa (de 5 mil e 10 mil litros). Em ambos, a bebida sofre o chamado amadurecimento oxidativo. Segue-se o envelhecimento na garrafa, o que amplia o patrimônio de aromas terciários e sua complexidade.

Com isso, o vinho do Porto proporciona infinitas possibilidades de harmonização, seja como vinho de sobremesa, como aperitivo (na companhia de foie gras e patês, por exemplo) ou na composição de drinques, caso do Porto branco. Em seu diversificado portfólio, a Eirados apresenta uma gama de Portos que realçam essa diversidade. Como os Brancos (Fine White, 10 e 20 anos), Ruby, Reserva (7 anos), os Tawnies com Indicação de Idade (10 e 20 anos), o Colheita 2001, os LBVs 2004 e 2005 e 2007 e os Vintages 2007 e 2008, estes últimos elaborados com uvas provenientes de vinhas muito antigas e de baixíssima produtividade (com idade acima de 50 anos) e, por extensão, com produção limitada. A grande estrela da Eirados são os Portos Brancos com Indicação de Idade (não confundir com o Tawny com Indicação de Idade, que é tinto na origem), vinhos muito raros e de única personalidade, pela primeira vez disponíveis no Brasil.

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