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Conheça a história por trás do rótulo

Domaine Martin Schaetzel

Domaine Martin Schaetzel / França

Jean Schaetzel sente muito orgulho de seu vinhedo. Ele é um dos produtores alsacianos de primeira grandeza que acreditam convictamente que há algo de muito especial nos vinhedos de sua região. E trabalha firmemente para capturar essa essência em seus vinhos. O senso de responsabilidade ambiental na Alsácia é muito mais evidente, e praticado, do que em qualquer outro lugar na França. Os grandes vinhos da Alsácia são quase todos orgânicos e biodinâmicos. Há muito tempo os produtores da Alsácia praticam as técnicas orgânicas, e nos últimos quinze anos adotaram também o biodinamismo. Responsável em grande parte por essa revolução, Jean Schaetzel é reconhecido como um dos precursores desse movimento.

Proprietário e produtor do Domaine Martin Schaetzel, Jean tem estimulado ao longo dos anos os princípios biodinâmicos e a produção de vinhos naturais entre os maiores produtores da Alsácia. Hoje, ele é apontado como um de seus principais defensores e entusiastas, em toda a França. Mas, de acordo com o produtor, para compreender o significado desses vinhos deve-se diferenciá-los dos rótulos convencionais. Orgânicos ou biodinâmicos, os naturais não admitem adição de produtos químicos em todo o processo, do plantio das uvas ao engarrafamento. Mais: os biodinâmicos, esclarece Jean, são produzidos a partir de vinhas orgânicas, cujos produtores lançam mão de conhecimentos antroposóficos, como a influência dos astros para definir quando e como cultivar, manejar e colher as uvas.

Além do respeito ao terroir, este produtor francês ainda enfatiza que essa técnica de cultivo segue normas específicas, tanto no que diz respeito à vinicultura sem uso de pesticidas, fertilizantes e aditivos químicos, quanto em relação à vinificação, na qual são utilizados somente leveduras naturais. Além disso, não há filtragem e adota-se uma série de procedimentos relacionados à conservação, engarrafamento, rolhas e limpeza da cantina. Por tudo isso, o vinho não é padronizado e cada safra expressa plenamente suas características específicas.

Devido à delicadeza e qualidade de seus vinhos, juntamente com sua abordagem despretensiosa, Jean abriu espaço para fazer sugestões aos seus vizinhos produtores. Jean depende da fauna local, que vive entre os seus vinhedos para atrair insetos benéficos. Sua preocupação ecológica é o núcleo de sua abordagem. Sua área de produção dispõe de diversos vinhedos Grand Cru, com variados tipos de solo e exposições ao sol. Jean separa suas parcelas para que as uvas cresçam no que ele considera a situação mais adequada para cada tipo. Suas ações destinam-se a ter um efeito positivo sobre todo o ecossistema a longo prazo. Como alternativa aos métodos tradicionais, utiliza o sistema de compostagem para aumentar a fertilidade do solo e adequar o vigor da videira. Na luta contra pragas que atacam os vinhedos, vale-se de predadores naturais. Na fermentação, utiliza leveduras naturais e tão-somente fungicidas também naturais. Nenhum fertilizante ou produto químico é empregado.

Seus dois Grand Cru Riesling estão plantados em diferentes terroirs e, em solo granítico, cresce a Cuveé Granit. Jean afirma que desde a conversão dos vinhedos em biodinâmicos suas uvas se tornaram mais saudáveis e resistentes às temperaturas mais frias, frequentes naquela região francesa. Outra constatação do produtor: a fermentação das uvas é mais lenta do que era antes e, consequentemente, o vinho ganha mais complexidade, por permanecer mais tempo em contacto com as borras. Os vinhos do Domaine Martin Shaetzel refletem todo esse seu trabalho nos vinhedos e na vinícola. De altíssima qualidade, cada um de seus produtos possui característica ímpar, com aromas e sabores vibrantes, originais e instigantes.

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