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Domaine du Grand Veneur

Domaine Grand Veneur (Alain Jaume) / França

Considerada por Robert Parker uma das mais brilhantes propriedades em Châteauneuf-du-Pape, o Domaine Grand Veneur traz a força do nome de Alain Jaume. A preocupação da família Jaume é combinar as variedades, para refletir a tipicidade de seu terroir.

A família Jaume tem-se aperfeiçoado na arte de cultivar uvas desde que, em 1826, Mathieu Jaume decidiu plantá-las em Châteauneuf-du-Pape. A região já tinha vinhedos desde 1320, quando o papa João XXII determinou o plantio de uvas, mas só se tornou famosa a partir do século 18. Mathieu foi, então, sucedido por Marius, Fernand e Roger.
Em 1979, Alain e Odile Jaume mantiveram a tradição da família com a criação do Domaine Grand Veneur. No início, eram 22 acres. Em 2003, a propriedade ganhou mais 50 acres na denominação Lirac, o “Clos de Sixte”, um dos 15 crus do Rhône. Com o tempo, os vinhedos somaram cerca de 170 acres, espalhados por Châteauneuf-du-Pape, Lirac, Côtes du Rhône Villages “Les Champauvins” e áreas de Côtes du Rhône. A família também aumentou. Atualmente, Sébastien e Christophe cuidam do gerenciamento da propriedade.

Região vitícola mais antiga da França, o Rhône produz vinhos de caráter, em que brilham as tintas Syrah ou Grenache, além de variedades brancas como Marsanne e Viognier, em regiões variadas, distribuídas em duas zonas distintas. A maior parte dos vinhos aqui produzidos tem a denominação de origem controlada (AOC) Côtes du Rhône — que cobre desde Vienne, ao norte (de clima mais continental), até Avignon, ao sul (clima mais mediterrâneo). O Sul do Rhône é dominado pelas tintas – especialmente a Grenache —, e os vinhos são quase sempre blends. Os solos são, também, diversificados.

O Domaine Grand Veneur situa-se ao norte da AOC Châteauneuf-du-Pape, próximo a Orange. Os vinhedos estão localizados nas encostas e platôs. Algumas vinhas alcançam 90 anos, e garantem a qualidade constante dos vinhos da família. O terroir, bastante característico, é formado por arenito coberto por seixos rolados. Uma camada substancial destas pedras brancas arredondadas remete às glaciações do Rhône no período Quaternário.

A maior preocupação da família Jaume é combinar as variedades, de modo a refletir da melhor maneira possível a tipicidade de seu terroir. O microclima da região é, também, bastante particular, com exposição solar intensa, baixa quantidade de chuvas e o seco vento Mistral. Todos estes fatores desempenham um papel fundamental nas condições fitossanitárias da planta e, portanto, na qualidade das uvas.

“Um grande vinho deve ser feito de uvas sãs, que permitem que as forças da terra se expressem”. É com isso em mente que a família orienta suas práticas enológicas e de viticultura. Os solos são mantidos com compostos vegetais, e os rendimentos são baixos, controlados por podas em verde. Esta intervenção, feita manualmente no verão, permite obter qualidade, favorecendo os cachos que tiveram melhor exposição ao sol. A colheita é feita manualmente, cacho a cacho. Depois de cuidadosamente elaborados, os vinhos passam por uma leve clarificação para manter as características do terroir.

Para Robert Parker, virtualmente, tudo o que eles produzem tem mérito. “A atenção aos detalhes nos vinhedos, a vinificação meticulosa e o engarrafamento cuidadoso beneficia todos os consumidores, diz o crítico norte-americano. O Domaine Grand Veneur Côtes du Rhône Reserve 2009 tem 70% Grenache, 20% Syrah, and 10% Cinsault e, na sua opinião, tem taninos doces, corpo médio e um toque de pimenta, resultando num Côtes du Rhône clássico, que para ser bebido nos próximos anos.

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