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Conheça a história por trás do rótulo

Domaine des Beaumont

Domaine des Beaumonts / França

Esta jovem vinícola boutique da Borgonha produz rótulos de estilo próprio que retratam a personalidade irrequieta do casal Thierry e Sylvie Beaumonts e o fascínio dos terroirs das comunas de Gevrey-Chambertin, Morey-Saint Denis e Chambolle-Musigny.

É na micro-região de Côte de Nuits, entre as comunas de Morey Saint-Denis, Gevrey-Chambertin e Chambolle-Musigny, onde se concentra a produção da maioria dos tintos e dos grand cru da Borgonha, que estão plantados os vinhedos da propriedade do casal Thierry e Sylvie Beaumonts. Legítimo representante da sétima geração de uma tradicional família de viticultores locais, é o irrequieto Thierry quem imprime sua personalidade a esta vinícola boutique, cuja produção anual hoje gira em torno de 25.000 a 30.000 garrafas. Fundada no início da década de 90, sua primeira safra foi engarrafada apenas em 1999.

De acordo com ele, sua filosofia enológica, diferentemente dos “bio-oportunistas” de plantão, se caracteriza por práticas sustentáveis de cultivo que dispensam o uso de produtos químicos na vinha, privilegiando a plena maturação e a sanidade das uvas, e preservando desse modo para as atuais e futuras gerações o terroir e o meio ambiente em que está inserido. Moldados pela sutileza, elegância e, melhor, com estilo próprio, os rótulos de Thierry e Sylvie são marcados pela tipicidade e pureza da fruta e afinados com a nova escola de pensamento da Borgonha, que preconiza o menor intervencionismo possível durante as etapas de produção. Este é o caso do Grand Cru (Charmes-Chambertin), dos seis Premier Crus (Morey-Saint Denis Les Ruchots, Les Sorbès e Les Millandes; Gevrey-Chambertin Les Cherbaudes e Aux Combottes; e Chambolle-Musigny Les Chabiots) e do crémant de bourgnone (Brut Rosé) que expressam as particularidades e a autenticidade dos diferentes climats (parcelas) que compõem as suas três áreas de vinhedo.

Foi o crescente consumo e a predileção de Sylvie por este último estilo de vinho, por sinal, que fez Thierry fundar sua própria empresa. “Ela tomava tanto crémant de bourgnone que resolvi fazer o nosso para economizar”, ele brinca. Hoje, com um total de 5,5 hectares de vinhedos próprios, esta jovem vinícola familiar, cuja sede fica em Morey Saint-Denis, cultiva as três cepas locais mais emblemáticas que moldam os seus principais vinhos: a tinta Pinot Noir e as brancas Chardonnay e Aligoté. Como reza a tradição local, a colheita é totalmente manual. Na adega, as uvas são vinificadas em tanques de concreto, com uso exclusivo de leveduras naturais.

No caso da Pinot Noir, ela é colhida em seu estágio ideal de maturidade, seguida do desengaço dos grãos, com posterior maceração a frio por cinco a oito dias. A fermentação alcoólica, bastante lenta, ocorre naturalmente com leveduras naturais e se estende por 15 a 20 dias. A seguir, os vinhos são colocados nas barricas e seguem para a adega, onde ocorre naturalmente a fermentação malolática. O amadurecimento dura em torno de 12 a 18 meses, em barricas de carvalho francês, 30% novas. Os vinhos tintos passam então por um ligeiro esfriamento para clareá-los. Isso permite que sejam ressaltadas as notas frutadas da Pinot Noir e toda a complexidade e elegância desta uva-símbolo da Borgonha. Com isso, os rótulos de Thierry se mostram equilibrados, intensos, refinados e com grande potencial de evolução, podendo ser guardados por muitos anos.

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