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Conheça a história por trás do rótulo

Dog Point

Dog Point / Nova Zelândia

James Healy e Ivan Sutherland, enólogo e viticultor de quatro costados, assinam os brancos e tintos de elegância europeia desta vinícola situada na mais conceituada região produtora neozelandesa

Localizado no alto de uma colina com vista para as planícies do vale do rio Wairau, na região vinícola de Marlborough, Dog Point era o local de segurança onde os antigos criadores de ovelhas e seus cães pastores se encontravam para evitar possíveis assaltos e ataques de ladrões. Hoje, o lugar cuja paisagem é dominada pela Ti Kouka, uma árvore nativa que virou atração turística e símbolo ecológico da região, empresta esta imagem e o próprio nome a essa emergente vinícola neozelandesa. Capitaneada a oito mãos pelo tarimbado viticultor Ivan Sutherland, a esposa Margaret, o experiente enólogo James Healy e sua mulher Wendy, a dupla de casais conta com antigos parceiros e colaboradores em todo o processo, desde a colheita à divulgação diferenciada dos vinhos.

Em uma das mais antigas vinícolas da região, a Cloudy Bay Wines, onde trabalharam juntos, Healey e Sutherland aprenderam grande parte das práticas correntes da indústria vinícola: onde melhor investir, a comercializar a produção e acompanhar de perto todos os custos de manutenção dos seus 80 hectares de vinhedos. Sem pretensões de expandir-se rapidamente, a dupla planejou manter o controle de todas as etapas produtivas nas mãos. A localização privilegiada dos vinhedos da Dog Point no vale do Wairau também foi outro grande trunfo de Sutherland e Healy. Situada em um dos melhores pontos da principal região vitivinícola do país, o terroir desta vinícola neozelandesa apresenta ótimas condições de insolação, pouca chuva e noites frescas durante o outono, permitindo a perfeita evolução das cepas.

As uvas são provenientes de vinhedos selecionados cultivados ainda no final dos anos 70. Situados em solo pedregoso próximo à encosta, essas antigas vinhas exibem uma forte identidade geográfica e projetam toda a sinergia e expressão do terroir local aos rótulos da Dog Point. De lá são colhidas parte das variedades brancas Sauvignon Blanc e Chardonnay e da tinta Pinot Noir que originam os seus melhores vinhos. Na elaboração desses rótulos também são usadas leveduras naturais durante a fermentação, resultando em vinhos de personalidade e textura distintas de outros vinhos produzidos na região de Marlborough.

Caso por exemplo dos típicos Sauvignon Blanc, que em geral apresentam aromas de grama recém-cortada e frutas cítricas, enquanto que o varietal da Dog Point elaborado com essa cepa se mostra muito mais encorpado e estruturado. O mesmo ocorre com o Chardonnay feito por Healey e Sutherland, considerado um dos melhores do país. De estilo sutil e caráter elegantemente europeu, contrasta com a alta acidez e o pronunciado sabor amanteigado de seus pares regionais.
A cada safra, a dupla de proprietários busca para o Dog Point Pinot Noir esse mesmo perfil de Velho Mundo, cuja referência e inspiração direta são os clássicos da Borgonha feitos dessa uva, visando a torná-lo um dos grandes tintos de seu portfólio e do país.

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