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Conheça a história por trás do rótulo

Cérvoles

Cérvoles Celler / Espanha

Com uma série de prêmios dentro e fora da Espanha, esta jovem bodega catalã produz vinhos de perfil moderno, moldados com castas espanholas e francesas que expressam os diferentes terroirs da sub-região de D.O. Costers del Segre.

Fundada em 1997, a Cérvoles Celler está situada na comarca catalã de Les Garrigues, uma região de topografia acidentada, cercada por colinas e vales de mata preservada, território que faz fronteira com o Priorato e La Conca de Barbera, e se estende até o sul do maciço da serra de La Llena. Esta subzona é formada pelas comarcas de Pallars Jussà, El Segrià, Urgell, Las Garrigues, La Noguera e La Segarra, todas elas integrantes da denominação de origem Costers del Segre.

Após realizar intensa busca por áreas de cultivo e microclimas adequados para o plantio de novos vinhedos nesta emergente D.O. catalã, os proprietários da bicentenária Castell del Remei, bodega a partir da qual a Cérvoles foi constituída, descobrem as excelentes características das vinhas e condições naturais de La Pobla de Cérvoles, e compram a atual propriedade da vinícola. A partir de então, tem início uma grande renovação dos vinhedos, visando a aumentar a exposição solar e favorecer o pleno amadurecimento das uvas.

As chuvas escassas, com média anual de 450mm, fazem com que os rendimentos por hectare sejam mais baixos do que os registrados em outras regiões vizinhas.
A topografia peculiar, com altitudes na casa dos 750 metros, proporciona uma grande amplitude térmica, ou seja, a diferença de temperatura entre o dia e a noite, permitindo o lento e gradual amadurecimento das uvas, garantindo a plena maturidade enológica dos frutos, com taninos de ótima textura (no caso das tintas) e adequada acidez.
Os solos são permeáveis, franco-limosos e franco-argilosos, composição essa que permite ótima drenagem e equilíbrio hídrico ideal para o desenvolvimento das vinhas. A combinação de todas essas características especiais, associadas ao entorno ecológico imponente no qual a Cérvoles está inserida, fazem com que o terroir desta D.O. origine vinhos singulares e originais. Tal excepcionalidade permite ainda a esta moderna vinícola colocar em prática os princípios da agricultura sustentável, buscando otimizar os recursos agrícolas e, ainda melhor, conservar o patrimônio natural da região.

Com uma produção butique de 80.000 garrafas anuais, os vinhos da Cérvoles Celler integram o grupo de “Grandes Pagos de Espanha” – associação de produtores que defende e propaga a cultura do vinho de pago (pago, em espanhol, designa uma propriedade específica, um lugar especial), produzido em microclimas e solos particulares, refletindo toda a personalidade e peculiaridades dos diferentes terroirs do país. Com essa filosofia, a Cérvoles visa a elaborar vinhos marcados pelo equilíbrio entre grau alcoólico, acidez, cor, estrutura e complexidade de aromas e sabores. Tais características são resultado da extrema atenção dada pelos proprietários aos mínimos detalhes em cada uma das etapas do processo de elaboração de seus vinhos. Consequentemente, a originalidade e a alta qualidade de seus rótulos têm alcançado, ano após ano, uma série de premiações dentro e fora da Espanha e o reconhecimento de público e crítica.

Cultivadas no final dos anos 70, as variedades francesas como a Cabernet Sauvignon, Merlot e Chardonnay, e as espanholas Tempranillo, Garnacha Negra e Macabeo, estão distribuídas em distintas parcelas ali denominadas de Cames de Poblet, Castell, Clot y Camí del Albi, Sorts, Pla de Cantonella, Chel, Vilars, Gravera, Escala, Llebre e Garnatxa. Tanto nos vinhedos – em que se faz a colheita manual, uma minuciosa seleção de cachos, poda em verde e controle de rendimentos – quanto nas modernas instalações da Cérvoles, onde os brancos e tintos da bodega são vinificados, são aplicados conceitos de máxima qualidade, alta tecnologia e atenção a cada etapa de produção.

A bodega foi meticulosamente desenhada tendo em conta o tamanho das diferentes parcelas, de maneira que as diferentes variedades provenientes de cada vinha pudessem fermentar em cada tanque separadamente, em baixa temperatura. A partir de um modelo gravitacional, as uvas chegam direto da colheita e seguem para o mezanino da bodega, para a seleção. Nesse mesmo andar ficam os tonéis de aço inoxidável de fermentação. No subsolo do edifício estão acomodadas as mais de 300 barricas de carvalho, entre novas, de primeiro e segundo uso, com diferentes tostagens, provenientes das melhores tanoarias francesas como Berthomieu, Dargaud, Radoux e Saury, e mantidas sob temperatura e umidade minuciosamente controlados. A sala de barricas, por sinal, é um de seus principais trunfos, já que a Cérvoles investe em madeiras nobres que aportam matizes e características especiais aos vinhos que elabora. Equilíbrio, complexidade e sofisticação são, portanto, a marca registrada de seu vinhos.

Caso, entre outros, do Cérvoles Blanc 2010, mescla em partes iguais de Chardonnay e Macabeo, provenientes de vinhedos de 20 anos, com fermentação em barricas de carvalho francês nova e passagem de mais 8 meses e battonage; do Color 2009 (cortes de Tempranillo (45%), Garnacha Negra (20%), Cabernet Sauvignon (15%), Merlot (10%) e Syrah (10%), com 8 meses em carvalho francês novo de grãos finos e extrafino); do Cérvoles 2006, uma mescla de cortes de Tempranillo (38%), Cabernet Sauvignon (32%), Garnacha Negra (18%) e Merlot (18%), extraídos de vinhedos com mais de 20 anos e passagem de 12 meses em carvalho francês novo de grãos finos e extrafino; e do Cérvoles Estrats 2005, um vinho de corte de estrutura complexa e paladar marcante. Tem em seu DNA 45% de Cabernet Sauvignon, 28% de Tempranillo e 27% de Garnacha, variedades provenientes de vinhas com idade entre 20 e 40 anos, e passagem de 18 meses em carvalho francês novo e batonagem nos primeiros cinco meses.

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