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Conheça a história por trás do rótulo

Castello Sonnino

Castello Sonnino / Itália

Ao introduzir cepas francesas em seus vinhedos na Toscana, a família Sonnino ousou criar rótulos que seguem a linha clássica dos Chianti, com toda a classe e elegância dos grandes Châteaux

A beleza cenográfica da região da Toscana não poderia ser mais inspiradora para a produção dos vinhos desta tradicional vinícola situada na parte Norte da Itália. Abrigado dentro de uma construção medieval situada próximo à cidade de Florença, o Castello Sonnino foi adquirido no início do século XIX pela família que atualmente o controla. Situado no ponto mais alto de um vale, nas cercanias do município de Montespertoli, o imponente conjunto arquitetônico, que inclui uma torre fortificada, remonta ao século XIII. Hospedou monarcas, como os reis Umberto I e Vittorio Emanuele III, além de outras personalidades do mundo político e cultural da Itália.

No início do século XIX, esta histórica propriedade que havia pertencido a várias famílias poderosas da região, foi arrematada por Sidney Sonnino. Desde então, o clã toscano passou a ter um papel fundamental no desenvolvimento vitivinícola da região, bem como na introdução de práticas pioneiras na produção de azeite, com a adoção de uma abordagem mais científica. Mas o grande salto rumo à qualidade foi dado na segunda metade década de 1980, quando o comando da vinícola passou às mãos do barão Alessandro de Renzis Sonnino, responsável direto por esta modernização. Com o novo dirigente foram dados vários passos importantes rumo à melhoria da qualidade dos rótulos, com uma série de investimentos, das vinhas à adega.

Localizados no entorno da construção, todos os vinhedos do Castello Sonnino são próprios. A recuperação total foi realizada com o mais profundo respeito à tradição de alta qualidade enológica da região do Chianti. Além da Sangiovese e a Canaiolo, castas tradicionais daquela DOCG., foram incorporadas cepas francesas como a Merlot, Petit Verdot, Syrah, Cabernet Sauvignon e Malbec. A vinícola conta com áreas de solo argiloso e rocha porosa (galestro), típicos da região montanhosa dos Apeninos toscanos. Essa composição garante assim a retenção de água, evitando que as videiras sejam prejudicadas durante a seca no verão, o que é bastante comum na Toscana.

Conseqüentemente, o amadurecimento das uvas é bastante equilibrado. A colheita e a separação dos bagos são feitos estritamente à mão, depois de sucessivas inspeções em cada vinhedo, para se verificar o pleno amadurecimento das uvas. As cepas francesas como a Merlot, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot e Malbec são plantadas em áreas específicas, para que sejam aproveitadas todas as características e tipicidade dessas variedades. Nos últimos anos, a vinícola também investiu em novos vinhedos, plantando clones de Sangiovese.

O Castelo Sonnino ainda possui cerca de 30% de vinhas na área de Chianti DOCG Montespertoli. Desde 1997, os vinhos produzidos neste ponto da Toscana obtiveram a sua própria certificação de qualidade, denominada de “Chianti Montespertoli”. Isso permitiu a diferenciação dos vinhos do Chianti em diversas sub-áreas de maneira mais clara. O Chianti Montespertoli só pode ser produzido dentro da área territorial delimitada deste município toscano, que é a menor das oito sub-áreas de produção de Chianti. Os vinhos são produzidos seguindo a filosofia dos grandes Châteaux franceses e utilizam exclusivamente uvas cultivadas em vinhedos próprios, originando vinhos complexos, profundos, gastronômicos e acima de tudo elegantes.

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