Encontre o produtor por País

Conheça a história por trás do rótulo

Casal das Coalheiras

Tramagal, Tejo / Portugal

Situada no pequeno vilarejo de Tramagal, às margens do rio Tejo, esta vinícola portuguesa une paixão familiar, tradição e modernidade. Ao moldar uvas autóctones e internacionais, seus rótulos expressam o terroir local com muita originalidade e ótima relação qualidade-preço

Procedência. Originalidade. Tradição. Modernidade. E paixão, muita paixão. Sob estes cinco pilares está alicerçada a filosofia enológica desta vinícola portuguesa de nome singular e rótulos sedutores, elaborados com uvas autóctones e internacionais. Situada na denominação de origem do Tejo, antiga região vitivinícola do Ribatejo, na região central de Portugal, outrora notabilizada pela produção de vinhos de volume, ela está ancorada às margens do mais extenso rio da Península Ibérica, no bucólico vilarejo de Tramagal, entre pinheiros e verdejantes áreas de vinhedos.

Fundada no final dos anos 1980 pelo clã Falcão Rodrigues, ela integra o grupo de produtores que promoveu a grande virada rumo à melhoria da qualidade de uvas e rótulos, ocorrida na virada da década 1990 para 2000. Com 250 hectares de área, dos quais pouco mais de 1/5 é destinado ao cultivo de onze diferentes variedades de castas brancas e tintas, o seu nome de batismo tem como inspiração e origem a presença abundante da espécie do coelho-europeu naquele ponto do território português, ao lado de outros animais selvagens, como patos, perdizes e javalis.

Moldados pela paixão familiar de três gerações em resgatar e valorizar o terroir local, que inclui investimentos contínuos em tecnologia seja no campo e na adega, em tanques de inox e equipamentos de última geração e na aplicação de um programa de monitoramento de pontos críticos de qualidade denominado HACCP (Hazard Analisys and Critical Control Points), seus tintos, brancos e rosados, hoje internacionalmente reconhecidos e premiados, são fruto de um projeto ambicioso em elaborar rótulos modernos, de classe mundial, com ótima relação qualidade-preço e ênfase à identidade regional.
Localizada no paralelo 39 Norte, a Casal das Coelheiras, hoje capitaneada pelo proprietário e winemaker Nuno Rodrigues, agrônomo formado pela Instituto Superior de Agronomia de Lisboa e com especialização pela Escola de Enologia de Montepellier, na França, conta com vinhedos próprios, o que garante à vinícola uma produção autossuficiente e de qualidade.

Com idade entre dois e 35 anos, seus parreirais estão plantados em uma área total de 64 hectares, subdividida em zonas de grande exposição solar, amplitude térmica bem definida e com três tipos diferentes de solo: o calcário-argiloso, ideal para o cultivo de cepas tintas, o aluvial, para as brancas, e predominantemente o arenoso, onde são cultivadas tanto as castas portuguesas de maior potencial qualitativo, caso das tintas Touriga Nacional e Franca, Aragonês e Periquita, além das brancas Fernão Pires, Arinto e Verdelho, quanto as variedades globalizadas Cabernet Sauvignon, Alicante Bouschet, Syrah e Chardonnay. O clima, por sua vez, é ameno, com temperaturas médias anuais de 16º C, além de pouca chuva, com índices pluviométricos na casa dos 750mm.

Ao lado de métodos vinícolas tradicionais como a colheita manual e a poda em verde, cuja técnica visa a selecionar e privilegiar os cachos de maior potencial, a vinícola emprega tecnologia de ponta em sua adega. Caso da utilização de pisadores mecânicos e de um sistema central de controle de temperatura que permite o processamento das uvas de acordo com as peculiaridades de cada casta e do vinhedo de origem, fermentando-as separadamente até ao momento em que os enólogos da Coelheiras vão decidir pela melhor combinação entre
os diferentes caldos elaborados.

Varietais ou assemblages de diferentes castas, o resultado são vinhos harmônicos, gastronomicamente instigantes e de um perfil mais moderno que valorizam a fruta e o frescor. Predicados comuns presentes em todos os seus rótulos, que inclui desde os da linha de entrada, denominada Terraços do Tejo, os da Casal da Coelheira, os da Reserva, os da Private Collection e ainda o tinto ícone da casa, o ultrapremiado Mythos – um excepcional blended de Touriga Nacional, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon e Aragonês, com passagem de 12 a 14 meses em barricas de carvalho francês (80%) e americano (20%) de segundo uso, que só é produzido em anos excepcionais.

Voltar